Cada remador está posicionado no barco com as costas para onde o barco está se deslocando (proa do barco), sentado sobre um assento com rodas (carrinho) que se movimenta sobre um trilho, permitindo, assim, o movimento de pernas. Os pés do remador estão fixos em uma pedaleira.

O deslocamento é obtido através de uma seqüência de movimentos que começa com a colocação do remo na água e termina quando o remo sai da água. A potência da remada é obtida pelo movimento de pernas, costas e braços do remador. Cada remo é conectado ao barco através de um anel em forma de U (chamado forqueta ou tolete) que fica na ponta de uma braçadeira presa à borda do barco.

O ciclo da remada pode ser dividido em fases. Iniciando com o remador com as pernas estendidas e a(s) pá(s) do remo imersa na água na perpendicular à superfície da água, têm-se as fases a seguir:

  • Afastamento (release): movimento rápido da mão do remador para baixo visando remover o remo da água e iniciar mais um ciclo da remada
  • Molinete (feathering): o ato de virar a pá de uma posição perpendicular para uma posição paralela à água
  • Recuperação (recovery): parte do ciclo da remada que vai do afastamento até o ponto em que o remo está prestes a entrar na água
  • Preparação (squaring): giro gradual da pá do remo de uma posição paralela à superfície da água até uma posição perpendicular que ocorre dentro da recuperação e precede a pegada
  • Pegada (catch): ponto do ciclo da remada no qual a pá entra na água no final da recuperação, sendo executado apenas por um movimento dos braços para cima
  • Empurrada (drive): parte do ciclo da remada no qual o remador aplica força ao remo, primeiro através das pernas, seguidas pelo tronco e, finalmente, pelos braços.
  • Final (finish): parte final da empurrada, antes do afastamento, na qual a força é aplicada, principalmente, pelo tronco e braços
  • Inclinação (layback): inclinação do corpo do remador para concluir o final. Após a inclinação vem, novamente, a liberação e o ciclo da remada recomeça.

 

O QUE OBSERVAR NUM BARCO EM MOVIMENTO

Além do movimento da remada, com a execução adequada de suas diversas etapas, deve-se observar em uma guarnição de remo as seguintes características:

  • Movimento contínuo: o barco deve apresentar um movimento contínuo, sem grandes oscilações de velocidade;
  • Sincronismo: os remadores de uma guarnição devem apresentar movimentos sincronizados dentro do barco;
  • Pegada limpa na pá do remo: água sendo espalhada em demasia na pegada da remada significa perda de aplicação de força;
  • Final da remada: pás “trancando” ou “afogando” no final da remada indicam barco desequilibrado e guarnição não sincronizada;
  • Coordenação de pás de remo: pás de remo em alturas diferentes durante a recuperação indicam barco desequilibrado;
  • Velocidade consistente: uma boa guarnição reduz ao mínimo o tempo da pegada da remada, a fim de evitar perda de velocidade do barco;
  • Remadas por minuto: o numero de remadas por minuto (voga) varia de barco para barco, dependendo do número de atletas e do tamanho dos atletas. Na partida, a voga é alta (40 a 44 remadas por minuto para um barco oito e 36 a 40 para um single skiff). Durante o percurso da prova, o número de remadas por minuto cai para 32/36 (oito) e 28/32 (single skiff). Na chegada, ultimas centenas de metros, a voga pode atingir 46 remadas por minuto.

TERMINOLOGIA RELACIONADA A BARCOS E REMOS

  •  (blade): a extremidade mais larga e chata do remo
  • Pá de Cutelo (hatchet ou big blade): modelo relativamente novo de pá, na forma de um cutelo, com uma superfície mais larga e curta do que o modelo padrão (macon)
  • Pedaleira ou finca-pé (foot stretcher): suporte ajustável no qual os pés do remador são presos em uma espécie de sapato
  • Braçadeira (rigger ou outrigger): dispositivo que conecta a forqueta ao barco e é aprafusado no casco
  • Forqueta ou tolete (oarlock): suporte giratório na forma de U que mantém o remo no lugar. Está posicionado na ponta da braçadeira e gira em torno de um pino de metal. É fechado por cima por uma espécie de cancela
  • Anel (button): espécie de colar de plástico ou metal que mantém o remo ajustado à forqueta
  • Escape (pitch): ângulo existente entre a pá (na vertical) e uma linha perpendicular à superfíce da água
  • Carrinho (seat): assento com rodas que desliza sobre o trilho permitindo o movimento de pernas da remada
  • Trilho (slide ou track): trilho sob o qual o carrinho desliza
  • Borda (gunwale): parte superior dos lados do barco que circunda a parte do barco onde os remadores estão posicionados
  • Quilha (keel): linha central do barco
  • Leme (rudder): dispositivo de controle da direção do barco, manipulado pelo timoneiro ou pelo controle de pé do remador através de cabos
  • Bolina (skeg ou fin): espécie de pequena barbatana localizada na parte externa do casco
  • Regulagem (rigging): ajuste dos vários dispositivos do barco, altura da braçadeirae das forquetas, posição das pedaleiras, escape, localização do anel (alavanca)
  • Outros Termos:
  • Guarnição (crew): equipe de remadores e timoneiro (nos barcos com timoneiro) que tripulam o barco
  • Proa (bow): ponta dianteira do barco (considerando o sentido para onde o barco se deslcoa). Também designa o remador posicionado mais próximo à proa
  • Ré ou Popa (stern): ponta traseira do barco.
  • Boreste ou Estibordo (starboard): lado esquerdo de quem está olhando para a ré
  • Bombordo (port): lado direito de quem está olhando para a ré
  • Timoneiro ou Patrão (coxwain): pessoa que dirige o barco e incentiva os remadores
  • Voga (stroke rating): cadência, número de remadas por minuto. Também designa o remador posicionado mais próximo à popa que é o que dita a cadência da guarnição
  • Afogar ou Enterrar (crab): problema enfrentado por um remador quando seu remo “prende” na água, o que pode ocorrer na pegada ou ao fazer o molinete. Nessas situações o remador pode perder o controle do remo e, até, ser ejetado para fora do barco
  • Chupar (gíria): executar a remada com pouca força
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